terça-feira, março 30, 2004

Eia!

Este vai ficar na história como o primeiro dia em que revelei a público a minha verdadeira paixão!

Claro que estas coisas são muito pessoais e eu nem as devia estar aqui a contar, mas não resisto! Foi tão grande a alegria que não podia deixar de a partilhar. Afinal não é todos os dias que se descobre o nosso verdadeiro "eu".

Acordei cedo, pois ia visitar o Sr. Dr. ao hospital das crianças. Não estava doente, não se preocupem. Eu nunca adoeço! Sou de aço! Como muitas vitaminas e proteínas a toda a hora e nunca viro a cara a nenhuma colher... desde que cheia, claro... que sou bebé, mas não sou burro!

Ora, depois de ter mostrado o meu belo corpanzil e de ter deixado registadas as minhas estatísticas para a posteridade, fiquei sozinho com o meu Pai. Um pouco perigoso, eu sei, mas não sentia fome naquela altura e deixei-me ir.

Fomos para o escritório dele, pois ele tinha que "despachar" algum trabalho. Chegamos, o escravo fez o que tinha a fazer e antes de virmos embora para casa, resolveu apresentar-me a uns adultos que "despachavam" por lá.

Não sei o que lhe deu na cabeça, mas pegou-me ao colo, virou-se para mim e disparou com uma cara de alegria parva: "- Vasquinho, Vasquinho: Viva o Boavista!"... Bem, até me passei! Ele também é do Boavista? Mas que grande felicidade! Afinal nasci no seio de uma família inteligente! Nem me consegui conter e vai daí puxei toda a energia e ar que tinha nos meus pulmões e lancei um valente berro de alegria incontrolada: "Eeeeiiiiaaaa!!!", "- Viva o Boavista!", "Eeeeiiiiaaaa!!!"

P.S. Esta última parte do "Viva o Boavista" é do Papá, que era para eu me poder concentrar mais no "Eia"... :P